Adeus. Silêncio crucial, horas de angústia.
Medo. Repressão. Um grito ecoa no hospital. Lágrimas escorrem pelo seu rosto.
Mãos suadas e frias. Medo.
Deixa eu dormi hoje com você, me prometa que vai ficar mais um pouco.
Radiohead no iPod, janelas embaçadas com a chuva. Diz que você não vai agora, quem vai apertar minha mão quando eu estiver com medo?
Seus olhos estão fechados, mas sei que você pode me ver.
Seu coração palpita devagar, mas ainda está ai.
Você não quer ir, vamos amanhecer juntos.
Não são noites frias que vão te levar, ela não vai te buscar agora...como a chamam mesmo? Morte. Não! Ela não está vindo, é tudo um pesadelo.
Deixe nos em paz! Como se atreve vir sem aviso? descartando previsões!
Soltando nossos planos, o café ainda está quente. Cadê você? Sua roupa está passada em cima da cama, porque não veste ela? Seu livro está aberto, conforme na página que você marcou. Seu riso ainda está soando na minha mente. Suas meias espalhadas no chão. Fica e deixa ser pra sempre.
Medo. Vazio. Escuro. Perdidos no imerso do infinito, eu ainda estarei com você.
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