quarta-feira, 16 de maio de 2012

Deixar ir

Vai fazer umas três semanas que eu não tenho notícias suas. Parece que tudo que aconteceu vai ficando longe, cada vez mais distante e vai acabar se perdendo e eu vou me perguntar se aconteceu mesmo. Achei que você ia ligar. Achei não, queria que você ligasse. No fundo, ainda tinha uma esperança que dizia que ia receber uma mensagem dizendo que você tinha pensado melhor ou como num filme, ia aparecer aqui em casa encharcado no meio da chuva. Mas não foi nada disso que aconteceu, a vida continuou normalmente.


Os dias se passam, surpreendente depressa e posso dizer que estou bem.Ocupo 99% do meu dia e quase não tenho tempo de pensar no passado quase presente e que poderia ter sido futuro. Mas ás vezes, em alguns minutosme surgem na cabeça nuances de você, seu riso, seu cheiro e sua inúmeras manias irritantes. Quando vem esses pensamentos, eu dou algum jeito deixa-los ir embora, junto com você. Talvez esse seja o ponto, ''deixar ir embora''.Afinal, você foi né? então parte de você também deveria ir, essas lembranças idiotas devem se esconder, e só voltar quando eu sentir que seu nome não tem mais efeito. 


Um dia eu ainda penso em te ligar e falar ''como você tá cara?'' e te contar de tudo que tem acontecido, dos livros que eu li, do lugar que eu fui, das ideias que ando tendo. De tudo. E ouvir também. Quem sabe te chamar pra um café? se os ambos estiverem solteiros, fazer um flash back mas ir embora antes que você acorde, ir embora antes de sentir tudo de novo ou quem sabe a gente se torne bons amigos. Ok, chega de fantasias. Apenas telefonar e desligar depois de ouvir ''Alô?''. Sem fantasias, sem filmes, sem flash back.


Click. A vida continua normalmente.

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